Em supermercado, faturamento não é sinônimo de lucro
- 4 de jan.
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Ao longo da minha trajetória no varejo supermercadista, tenho reforçado uma mensagem que considero essencial: o supermercado precisa ser encarado como um negócio, e não apenas como uma loja aberta todos os dias. Tive a oportunidade de compartilhar essa visão como palestrante do Congresso Nacional para Supermercados de Bairro nas edições de 2024 e 2025, durante a Expo Supermercados - Feira de Negócios, Experiências e Inovações, e posso afirmar que esse evento tem feito a diferença na vida de muitos supermercadistas de todo o Brasil. Por isso, recomendo fortemente a participação de proprietários, gestores e equipes operacionais.
Durante muitos anos, grande parte dos supermercados de bairro foi conduzida como uma extensão do esforço diário do dono: abrir a loja, repor mercadorias, atender clientes e resolver problemas operacionais. Esse modelo funcionou por um tempo, mas o cenário atual exige uma mudança profunda de mentalidade. Crescer com rentabilidade só é possível quando o supermercadista passa a enxergar sua empresa com visão estratégica e de longo prazo.

Quando falamos em tratar o supermercado como negócio, estamos falando de gestão, números e decisões bem fundamentadas. Não se trata apenas de vender bem hoje, mas de construir um empreendimento sustentável, organizado e preparado para o futuro. Isso envolve controlar margens, entender o comportamento do cliente, ajustar o mix ao perfil do bairro, investir em pessoas e executar processos com disciplina.
Sempre destaco que faturamento não é sinônimo de lucro. O supermercadista que pensa como empresário acompanha indicadores, analisa resultados, planeja compras, avalia promoções e corrige rotas rapidamente. Cada decisão — do fornecedor ao layout da loja — precisa ser estratégica. Essa postura profissional é o que diferencia supermercados que crescem de forma consistente daqueles que apenas sobrevivem.
Outro ponto fundamental é sair do isolamento. Quem trata o supermercado como negócio busca conhecimento, troca experiências e se atualiza constantemente. É exatamente por isso que eventos presenciais são tão relevantes. A Expo Supermercados, que acontece de 7 a 9 de abril de 2026, em parceria estratégica com a Anuga Select Brazil, é um ambiente essencial para ampliar visão, comparar soluções, conhecer tendências e conversar diretamente com fornecedores.
Além da feira, o Congresso Nacional para Supermercados de Bairro, realizado no dia 8 de abril de 2026, aprofunda essa mudança de mentalidade. O congresso vai além da operação do dia a dia e aborda gestão, estratégia, liderança e tomada de decisão — pilares fundamentais para quem quer deixar de atuar apenas no operacional e passar a comandar o negócio com mais clareza e segurança.
Quando o supermercado é tratado como empresa, a rotina muda. O dono deixa de apagar incêndios o tempo todo e passa a organizar processos, formar líderes, delegar funções e acompanhar resultados. A equipe entende melhor os objetivos, a loja ganha padrão e o cliente percebe profissionalismo. O reflexo aparece em mais controle, menos desperdício e mais rentabilidade.
Em resumo, acredito que o futuro do supermercado de bairro passa por essa mudança de postura: sair do modo “apenas loja” e assumir o papel de gestor do negócio. Quem busca conhecimento e participa de ambientes como a Expo Supermercados e o Congresso Nacional acelera aprendizados, evita erros comuns e constrói um supermercado mais forte, competitivo e preparado para crescer.




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